O que você vai construir a partir do isolamento?

Atualizado: 2 de Set de 2020

Como a todo o mundo, o início do isolamento pela pandemia da Covid-19 também me afetou – como profissional de saúde e como ser humano.



O começo do isolamento social foi abrupto, meio caótico para alguns, mas fomos nos adaptando. Essa adaptação nos acalmou, mas as novas rotinas não impedem que as emoções permaneçam “à flor da pele”. Pelo contrário, as mudanças fazem com que outras emoções, que talvez não se manifestassem com tanta frequência, passem a nos fazer companhia. Por isso, é muito importante falarmos sobre elas.


Estava dando palestras no sul do país quando tudo começou. Algumas das palestras foram canceladas, as reuniões tiveram que ser feitas virtualmente. Não consegui voltar para casa, em São Paulo, e precisei ficar em Curitiba, perto de uma parte da família, longe de outra. A agenda internacional marcada para os meses seguintes foi cancelada e muita gente precisou de ajuda para adequar e adaptar sua rotina de trabalho a uma realidade digital.


Como já venho trabalhando dessa forma há anos, me prontifiquei a ajudar outros profissionais e instituições nessa transição, que precisava ser muito rápida e eficaz. Juntos, de forma colaborativa, avançamos e crescemos dez anos em 35 dias. Foi um período de muita dedicação e nutrição de corpo e alma, além de uma série de emoções à flor da pele. Com base na solidariedade, usamos metodologias ágeis e human skills para estimular, planejar e executar de forma criativa algumas inovações destinadas ao bem comum.