O que aprendi sobre carreira e felicidade

Atualizado: 2 de Set de 2020

Nos últimos 5 anos trabalhei muito com times de inovação, utilizei muitas metodologias ágeis (design thinking, sprint, service), mas ao mesmo após cada job ou rodada, me questionava o quão empáticos somos conosco para enfim entendermos de fato as perspectivas do usuário, já que as inovações, principalmente nas ciências da saúde têm a premissa “centrado no paciente”, que sob meu olhar perante essas metodologias são nossos “clientes ou usuários”.



E ao me questionar, sobre sucesso, colaboração, empatia, empregabilidade e futuro, comecei a ler sobre neurociências e psicologia positiva em vários momentos, mas eu queria mais, sempre mais, estudar mais e não tinha tempo. Foi bem nesse período, que comecei a perceber um esgotamento físico e mental, quanto mais eu lia e fazia certificações acerca da temática, mais exausta e improdutiva eu ficava.


Não foi fácil, não foi rápido, e nem de uma hora para outra. Foi bem devagar, fui bem resistente em aceitar porque amo trabalhar, mas outro indicador me fez perceber que eu estava bem improdutiva e nada próspera, estava com pouca lucratividade além de exausta. Antes eu culpava a crise, hoje com olhar sistêmico percebo que foram as minhas escolhas que contribuíram para um cenário nada próspero em alguns momentos.

Este é um dos motivos que de uns tempos pra cá, divido com alunos e colegas em palestras, que foi quando comecei a olhar pra mim, é que comecei realmente a fazer uma gestão do tempo otimizada, e na prática comecei a priorizar o que realmente é importante ao organizar a agenda semanal com tarefas urgentes e circunstanciais na construção da tão desejada “felicidade autêntica” da literatura científica, equlíbrio entre vida pessoal e trabalho, e a tão sonhada qualidade de vida.