A maravilhosa romã

Atualizado: 2 de Set de 2020

Há tempos, amo pesquisar a romã (Punica Granatum L.) da família Punicaceae! Apresenta folhas pequenas, rijas, brilhantes e membranáceas, flores vermelho-alaranjadas dispostas nas extremidades dos ramos, originando frutos esféricos, com muitas sementes em camadas, envolvidas em arilo polposo.


Atualmente, a literatura científica aponta propriedades medicinais como atividade antioxidante, anti-inflamatória, antifúngica, antineoplásica e quimioprotetora. Entretanto, ainda há poucos estudos etnobotânicos, de farmacognosia e toxicológicos suficientes para elucidar os mecanismos de ação e efeitos dos constituintes químicos derivados da romã. Sabe-se, que a punicalagina, um tanino elágico derivado do fruto da romãzeira é provavelmente um dos principais constituintes antimicrobianos dessa fruta.

Além disso, suas propriedades funcionais se devem a presença de flavonoides e polifenóis, entre eles, antocianinas, catequinas, taninos, ácido gálico e ácido elágico, além de ser um alimento rico em vitamina C, vitamina A e vitamina E.

Bioativos

As antocianinas são substâncias antioxidantes que dão a coloração vermelha à romã no estágio maduro. Esses pigmentos são compostos fenólicos, solúveis em água, pertencentes ao grupo dos flavonoides, amplamente difundidos no reino vegetal, que conferem aos frutos, flores e raízes nuanças de cores entre laranja e vermelho, e são importantes na prevenção da degeneração celular. Já, as catequinas presentes na romã podem atuar na inibição de carcinogéneos e no desenvolvimento dos tumores. As catequinas exibem ainda propriedades antioxidantes, semelhantes às das vitaminas C (ácido ascórbico) e E (tocoferol), que ajudam a inibir a ação de radicais livres, protegendo o organismo de algumas doenças.


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